Como região interior de um país europeu que se abriu tardiamente a industrialização, a Beira Baixa foi, nos anos 60 e 70 afectada pelo êxodo rural e emigração, tendo uma evolução demográfica desfavorável nestas décadas, expressa na redução e envelhecimento populacional em qualquer das suas sub regiões.
A abertura económica e política a Europa terá mudado, nos últimos anos este quadro, e animado a atracção pela Região, que uma vez vencidos os problemas dramáticos de acessibilidade que arredaram durante décadas das dinâmicas de modernização de outras Regiões, oferece largas potencialidades ainda por explorar, e um quadro de vida cada vez mais atractivo.
Ao contrário dos outros dois concelhos abrangidos pela área de intervenção do Centro de Emprego, o concelho de Castelo Branco inverteu já a dinâmica de abandono em favor da criação de oportunidades.
Com efeito a região tem apostado na modernização da sua estrutura produtiva, mobilizando iniciativas publicas e privadas desde a década de 80. Assistiu se pois à crescente terciarização da sua economia, fenómeno que acompanhou o da recomposição espacial através do processo de urbanização.
Historicamente, em termos produtivos, predominam em toda a região as culturas cerealíferas e a olivicultura. Este padrão produtivo alterou se rapidamente e em consequência a produção do sector primário reduziu se drasticamente para menos de 10% do total regional, representando as actividades de serviços mais de 50% daquele.
No entanto em termos de organização empresarial, a iniciativa empresarial da região assenta de modo significativo na Acção dos empresários em nome individual, principalmente nos sectores do comércio, da construção e alimentação (restauração).
Por essa razão num universo de cerca de 8700 empresas existentes nesta sub região, apenas existem segundo o INE 1200 sociedades que constituem a base orgânica mais moderna da estrutura produtiva regional.