Trata-se de um Concelho que tem vindo a registar um crescimento notável nos últimos 20 anos, onde residem já mais de 100.000 habitantes, e que regista uma densidade populacional que excede os mil habitantes por km2.
O Concelho da Maia tem uma situação geograficamente privilegiada, possuindo excelentes vias de acesso ferroviário e rodoviário, que permitem uma rápida ligação não só aos restantes Concelhos da Área Metropolitana do Porto (onde se enquadra) mas também a todo o país.
É ainda de destacar o facto de ser neste Concelho que se situa parte do Aeroporto Francisco Sá Carneiro e o Aeródromo de Vilar de Luz e a grande proximidade ao Concelho de Matosinhos, onde se situa o Porto de Leixões, pelo que este é um dos raros Concelhos do País que dispõe de rápido acesso a meios de transporte terrestres, aéreos e marítimos.
Em 1986, foi a Vila da Maia elevada à categoria de Cidade, integrando 17 freguesias.
Concelho de antigas e vincadas tradições rurais, possuidor de óptimas condições climáticas para a prática da agricultura, ainda hoje encontramos na Maia um grande número de estruturas agrícolas com características minifundiárias.
Segundo os dados mais recentes, o sector primário ocupa apenas cerca de 6% da população activa maiata.O Concelho da Maia apresenta-se hoje como um dos mais industrializados do país.
Na realidade, a Zona Industrial da Maia é das mais dinâmicas e conhecidas do país, abarcando 3 freguesias e encontrando-se organizada em 10 sectores, rasgados por modernas vias de acesso e com ligação a toda uma rede de vias principais rodoviárias e ferroviárias.
Muito embora o sector terciário tenha conhecido um aumento nos últimos anos, a verdadeira "vocação" do Concelho é, assumidamente, o sector industrial, assumindo particular importância certos sectores específicos, como sejam, a indústria do vestuário, o sector alimentar e panificação, a electrónica e telecomunicações, a metalomecânica e a construção civil.
Muito embora a evolução tecnológica ocorra a um ritmo alucinante, encontramos ainda muitas empresas que utilizam a mão-de-obra intensiva como factor preponderante na sua produção, daí que se registe que quanto à distribuição da população activa por sectores de actividade cerca de 66% trabalham no sector industrial e apenas 28% em actividades do sector terciário.